
Motivação x Natação infantil
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O fato de querer aprender algo é o principal fator motivacional e o ponto de princípio para iniciar qualquer atividade. Como muitos dizem “quem quer corre atrás”. O correr atrás depende da motivação da pessoa em executar determinada atividade. No nosso caso, a natação das crianças em fase de adaptação, o fator motivacional em sua totalidade não depende delas e sim de seus pais, seus familiares, seus médicos.
Aqui entra a principal característica na relação professor/aluno nas aulas de natação, o professor ter as habilidades necessárias para transformar uma aula, uma nova experiência, algo que a criança vê como obrigação em algo divertido e motivacional. Muito se argumenta sobre o método de inserir o aluno na água, um processo considerado “aprende ou morre” que no caso esse aluno é “jogado na água” e teoricamente ele teria que aprender a nadar sozinho. Esse método pode ser efetivo em alguns casos, mas na grande maioria ele pode eliminar o prazer e a motivação de nadar.
Segundo Machado (2004), várias são as influencias que levam uma criança a se dedicar a natação. Primeiramente e em grande parte dos casos, ter por meta a segurança (influência dos pais) como primeira motivação; outros, a aptidão física e saúde tais como, asma, distúrbios do crescimento, bronquite, problemas de coluna (por parte de orientação médica e influências externas), para posteriormente, o fator motivacional para a natação se tornar a diversão na aulas.
Por isso não são raros os casos de encontrarmos nadadores olímpicos e profissionais que iniciaram a natação por fatores terapêuticos e posteriormente conquistam posições de destaque na natação mundial. Portanto, cabe ao professor cada dia mais preparar aulas motivacionais de modo que o aluno sempre se sinta atraído pela natação.
A motivação é um fator intrínseco, ou seja, sempre estão no indivíduo: a alegria e a persistência na atividade. Porém, o ambiente social (externo) e o professor são fatores que influenciam na motivação. Por exemplo: filhos de nadadores, crianças que frequentam ambientes de clubes que possuem piscinas etc. O simples fato de ter uma piscina em casa, grupos de amigos que frequentam ou falam de natação, grupos de colegas que nadam juntos determinam uma tendência de persistir para não se excluir.
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Franklin Rodrigues
É graduando no curso de Educação Física/UFRN, árbitro nacional de Águas Abertas nível B da CBDA e de Natação pela FAN. Coordenou equipes em competições nacionais, com curso internacional de treinamento em natação competitiva. É bicampeão brasileiro de Águas Abertas, medalhista sul-americano master e vice-campeão do Circuito Nacional de Águas Abertas de 2024. Realizou o sonho pessoal de presenciar os Jogos Olímpicos Rio 2016 e apoia as futuras gerações de nadadores do RN e do Brasil.
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