Nos últimos dias das Olimpíadas de Paris, mídias, agências e usuários das redes sociais chinesas mostraram indignação com a atitude dos EUA em relação à dopagem na competição. A hashtag “China garante vitória significativa na batalha antidoping contra os EUA” se manteve durante mais de 04 horas nos trendings do Weibo, a rede social chinesa equivalente ao X (Twitter), ainda na segunda-feria (12).
A frase levantada se refere ao entendimento de que a China teria conseguido superar a “extrema pressão dos Estados Unidos”, sem deixar que seus atletas fossem afetados pela campanha. Isso porque o jornal The New York Times e a emissora alemã ARD publicaram uma matéria acusando nadadores chineses de testarem positivo para trimetazidina, pouco antes das Olimpíadas de Tóquio.
O membro da Comissão de Atletas do Comitê Olímpico Internacional (COI) Pau Gasol disse achar a situação “lamentável”.
“Vimos o número de testes aos quais os nadadores chineses foram expostos apenas para garantir e dar paz de espírito ao resto do mundo, especialmente a Agência Anti-Doping dos Estados Unidos, para ver que não há absolutamente nada”.
EUA defendem violação do código mundial antidopagem
Enquanto isso, 4 dias antes do encerramento das Olimpíadas, os EUA defenderam a violação do código mundial antidopagem. A Reuters revelou um esquema utilizado pela agência estadunidense que permitiu que infratores de regras de drogas continuassem competindo para atuar como informantes, de 2011 a 2014.
Segundo a agência, houve um caso de atleta de elite que
“competiu em eliminatórias olímpicas e eventos internacionais nos Estados Unidos, admitiu ter tomado esteroides e eritropoietina, mas foi autorizado a continuar competindo até a aposentadoria”.
“Seu caso nunca foi publicado, os resultados nunca foram desqualificados, o prêmio em dinheiro nunca foi devolvido e nenhuma suspensão foi cumprida”, denunciou a Agência Mundial Antidopagem.
Fonte: Brasil de fato



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