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Federação promove e cancela competição sem lista de árbitros oficialmente reconhecida

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A administração provisória da FAN determinada pela Justiça havia promovido uma competição de Águas Abertas sem apresentar seu quadro de árbitros oficiais da modalidade. O evento foi cancelado, conforme publicação numa rede social, sem motivo claro que justificasse o constrangimento sofrido pelos atletas.

Até o momento, a administração da FAN não publicou sua lista de árbitros de Águas Abertas, com curso reconhecido, para atuarem em competições oficiais da entidade. O site da federação que seria próprio para divulgação de boletins e regulamentos de competições não está devidamente instruído com os principais documentos oficiais da entidade responsável pelos esportes aquáticos no RN (https://aquaticarn.com.br/). Tais documentos deviam pertencer ao interesse público, diante da responsabilidade social prevista na legislação.

Segundo informações de pais de atletas, os documentos e decisões da Federação estão sendo arrogados em grupos fechados de WhatsApp, uma prática adotada quando foi fundada a associação de master, em 2017, e fez a natação master do RN cada vez mais se desmotivar nos últimos anos.

A seguir, expomos a resposta da Federação via direct do Instagram:



Enquanto a administração da Federação informa que existem árbitros de Águas Abertas em seu quadro, consultamos todos os boletins da CBDA de janeiro de 2025 a junho de 2026 e não encontramos lista de aprovados do RN nos cursos promovidos pela entidade maior de Águas Abertas no Brasil.



O evento em questão se tratava do "Torneio Potiguar de Águas Abertas Indoor – 1ª edição", previsto para acontecer no último sábado, 06 de junho, em local não divulgado. No regulamento compartilhado via WhatsApp, não se consta cumprimento às regras oficiais e em seu lugar, algumas regras foram adotadas, como a adoção de "balizamento" numa piscina sem raias, além da não utilização de bandeiras próprias da modalidade e principalmente, a definição dos trajes adequados e da temperatura da água.

Após nosso contato via direct do Instagram, coincidentemente, o evento foi cancelado, gerando constrangimento aos atletas inscritos e as equipes que viam uma oportunidade de reacender a modalidade no RN.


Resenha: O fator pedagógico da arbitragem
Quando se promove um evento de uma modalidade aquática, é preciso diferenciar o óbvio. A má influência à dependência do Instagram está gerando uma sensação de retardo, se considerarmos a subjetividade de decisões tomadas pela FAN em função daquela rede social. É como se o tempo passasse e não se demonstrasse maturidade para tomar decisões, como a simples diferenciação entre um evento promovido por um cidadão e outro promovido por uma entidade.

A título de "festival" ou coisa parecida, qualquer cidadão pode convidar seus amigos e lançar anúncio numa rede social para nadar ali na praia de Ponta Negra em grupo. Cada um responde por si, independemente se haverá bombeiros ou ambulância para eventual socorro diante um ambiente natural desafiador. Mas quando se trata de uma entidade oficial, muito além daquela papelada de documentos para liberação, uma coisa que se tem esquecido é o fator pedagógico da arbitragem como um todo.

A evidência se torna ainda mais responsável quando se tratam de atletas em desenvolvimento, especialmente os mais jovens, coisa que todo técnico teoricamente devia se lembrar de quando se formou na universidade. Entregar um garoto de 09 anos ao mar ou uma menina de 11 anos numa piscina (indoor), com apenas aquele mecanismo de acerta/erra numa prova tende um fiasco grotesco de quem está gerindo os esportes aquáticos no RN. Piaget que o diga. Seria como colocar dois ratinhos num laboratório para ver quem corre e chega primeiro. Onde está a responsabilidade pedagógica da modalidade através da arbitragem?

Daí então, sair "catando" qualquer um para assumir uma posição de arbitragem, ainda mais sem as devidas orientações oficiais para além das regras, isso compromete inclusive, juridicamente o cumprimento da legislação no entorno. Resumindo: Ou faz uma coisa bem feita ou não faz, ou promove competição com árbitros capacitados ou suspende o calendário até que o presidente empossado assuma tal responsabilidade. Simples.

Não é feio assumir que não pode. Feio é aquela contradição em dizer uma coisa e demonstrar total irrespossabilidade à mercê da sorte.



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