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#tbt de hoje | Sylvio Pedroza e Câmara Cascudo nas praias do RN

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Para se refrescar nosso verão, nada melhor do que um banho nas praias do RN. Em nosso litoral sortido temos um registro histórico de duas personalidades marcantes: Sylvio Pizza Pedroza e Luís da Câmara Cascudo. Amigos de longas datas, no #tbt de hoje voltamos a 74 anos, quando em 1952 os dois nadavam na praia de Pirangi do Norte.

Sylvio Pedroza (1918-1998) foi prefeito da cidade do Natal (1946 a 1951), Vice-Governador (janeiro a julho de 1951) e Governador do estado do Rio Grande do Norte (julho de 1951 a janeiro de 1956). Incentivado pelo querido amigo Sylvio, Cascudo escreveu as obras “História da cidade do Natal” (1947) e “História do Rio Grande do Norte” (1955).

Câmara Cascudo, por sua, deixou um belo relato por ocasião do aniversário da cidade, dado em 25 de dezembro, por levar o nome do segundo maior acontecimento histórico para a humanidade:
Natal nasceu cidade. Nunca foi arrabalde, vila, aglomeração. Nasceu no dia do nascimento de Cristo, daí o seu nome. Tem uma história simples, porque foi mais uma designação política ao seu nascimento do que uma necessidade topográfica. Assim, tem uma história simples e emocional. A sua paisagem garante a imutabilidade do afeto. De um lado, o rio perene; do outro, a cinta dos morros verdes que até 1915 eram completamente desertos.

Na minha meninice, Natal era uma cidade de 30 mil habitantes, iluminada por 90 candeeiros de querosene, sem transportes, dividida em dois grandes bairros: a Cidade Alta e a Cidade Baixa, ou seja, a Cidade Alta e a Ribeira. Os habitantes da Cidade Alta eram os xarias, os moradores da Cidade Baixa eram canguleiros. Eu sou canguleiro.

Como ainda pertenço ao século XIX, sou testemunha do desenvolvimento muito rápido da cidade, especialmente depois de 1930, quando foi chamada de “Cais da Europa”. Natal era o ponto mais perto do continente europeu, daí a necessidade militar de defendê-la. Povoou-se de soldados, marinheiros e aviadores.

Mas em 1911 já tinha luz elétrica, telefone, bondes elétricos e oito bondes puxados a burro.

A cidade foi se multiplicando com duas escolas, três, hoje, uma Universidade com 50 cursos povoam-na de uma euforia de conhecimentos. Logo em Lagoa Nova, onde eu caçava nambus com Flaubert, quando não havia nada naquela zona.

Natal, Noiva do Sol, minha cidade querida, deu-me o que sempre esperei: a tranquilidade do espírito, a paz do coração, o amor pelas coisas humildes do mundo, no meio das quais sempre vivi. Por amor à cidade, eu nada quis ser. Nem mesmo senador, como Getúlio Vargas me queria fazer. Nem Reitor da Universidade de Brasília, como Juscelino Kubistchek pensava.

Fiquei em Natal, só, pobre e feliz. Sou o que Diógenes da Cunha Lima me chamou: um brasileiro feliz.
Luís da Câmara Cascudo


Créditos: Divulgação/Instagram

Fonte: Instituto Câmara Cascudo

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