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Sarah Sjostrom, que nem iria nadar os 100 Livre, conquista ouro olímpico

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No Campeonato Mundial de 2017, Sarah Sjostrom quebrou o recorde mundial nos 100 livre feminino, batendo 00:51.71 para se tornar a primeira nadadora a quebrar 52 segundos no evento. No mesmo campeonato, ela foi derrotada por Simone Manuel também nos 100 livre. E apesar de ser considerada uma das maiores velocistas da história, tendo conquistado títulos mundiais e olímpicos nos 100 borboleta, 50 livre e 50 borboleta, ela nunca havia conquistado um título individual tão importante nos 100 livre.

Essa tendência deveria continuar nas Olimpíadas de 2024. Em fevereiro de 2024, Sjostrom, 30 anos, confirmou que não competiria nos 100 livre nos jogos, optando por se concentrar apenas nos 50 livre. No entanto, quando as inscrições para as Olimpíadas saíram pouco mais de duas semanas antes do início dos jogos, foi revelado que ela havia mudado de ideia e entraria nos 100 livre de qualquer maneira.

Na verdade, Sjostrom nem sequer tomou a decisão final sobre nadar os 100 livre até que ela nadou o revezamento 4x100 livre da Suécia, onde começou com parcial de 00:52.53. Ela havia sido encorajada por seu treinador a participar da prova e parecia também ter um "pressentimento".
"Eu tenho sonhado algumas vezes que eu iria ganhar", disse Sjostrom após nadar os 100 livre. "É quase como se eu já tivesse visto isso em algum lugar antes, que eu vou ganhar os 100 livre."

Para sua maior surpresa, Sjostrom nem bem escolheu nadar os 100 livre e foi agraciada ao vencer a prova. Ela chegou na competição como a terceira melhor, não sendo favorita para ganhar medalhas em detrimento de nomes como a campeã mundial de 2022 e 2023, Mollie O'Callaghan da Austrália, ou Siobhan Haughey de Hong Kong — que registrou o tempo mais rápido do ciclo olímpico de Paris. Naquela prova, ela venceu as duas adversárias e avançando para a final valendo ouro. Seu tempo de 00:52.16 foi seu terceiro melhor desempenho desde 2017.

Sjostrom, aos 30 anos, se tornou a mulher mais velha a conquistar o ouro olímpico nos 100 livre. No entanto, foi seu primeiro título internacional na prova.
"Quer dizer, eu vim aqui para os 50 livre", disse Sjostrom. "Eu nunca pensei que uma mulher de 30 anos ganharia [os 100 livres]."
"Eu realmente não nadei tanto os 100 livre. Fiz os 100 livre pela primeira vez em dois anos em Roma, algumas semanas atrás. Eu não tinha participado da prova. Minha reação disse tudo. Eu fiquei tipo "isso é inacreditável".

Essa vitória também é uma prova da longevidade e resiliência de Sjostrom. Ela está competindo em seus quintos jogos olímpicos e, ainda assim, encontrou uma maneira de chegar ao topo do pódio. Além disso, seu desempenho também é uma espécie de redenção em comparação às Olimpíadas de Tóquio, onde seu desempenho foi prejudicado por uma lesão no cotovelo, sofrida cinco meses antes.

Com essa medalha de ouro, Sjostrom continua a se afirmar como a maior velocista feminina de todos os tempos. Agora, ela só tem os 50 livre restantes para nadar, onde é a grande favorita para vencer.

Fonte: Swim Swam

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