Nadar os melhores 50 m da prova, fazer o melhor tempo da vida e bater o recorde das Américas. Nada disso é importante, se o objetivo final não é atingido. Isso explica o choro inconsolável de Guilherme Costa, o "Cachorrão", que fechou em 5º lugar na prova dos 400 m Livre nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.
Ele fechou a disputa com 03:42.76. O tempo lhe renderia o ouro em três dos últimos cinco Jogos Olímpicos, o que mostra como a prova foi forte. Ficou a 26 centésimos do bronze, que foi para Woomin Kim (03:42.50). O ouro foi para o alemão Lukas Märtens (03:41.78), que entrou na prova com o melhor tempo. Já a prata ficou com Elijah Winnington (03:42.21).
Em entrevista após a prova, o brasileiro de 25 anos ainda tinha dificuldades para conter as lágrimas e para analisar a prova.
“Fiz tudo o que eu podia. Acertei 350 metros e nos últimos 50 faltou, onde foi meu ponto forte. Hoje não aconteceu. Quando vi, tinha certeza que ia levar, que ia fazer igual sempre faço. Não sei o que aconteceu nos últimos 50”.
O que aconteceu é que Guilherme cravou os melhores 50 metros da prova na última parcial, com 00:27.31. Só o campeão Märtens chegou perto, com 00:27.33.
Foco em provas longas
“Eu não consigo pensar em nada a não ser nos últimos 50m de hoje. Vou conversar com o meu técnico para saber qual a prioridade na competição”, completou o nadador.
Cachorrão é o atual recordista sul-americano nos 400, 800 e 1.500 m Livre. Ele foi o primeiro a vencer todas essas provas em uma só edição de Jogos Pan-Americanos, o que ocorreu em Santiago 2023. Na mesma edição, venceu também o revezamento 4x200. Quem é acostumado com tantas conquistas não se contentaria em qualquer resultado que não fosse uma medalha.
O nadador nascido em Itaguaí/RJ também está inscrito para a prova da maratona aquática, que está prevista para o dia 08 de agosto, nas águas do Rio Sena.
Fonte: Olimpíada todo dia


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